CURTAM O CARNAVAL E FAÇAM UMA FESTA SEM ASSÉDIO!

Carnaval é uma festa de celebração e que deveria nos trazer sempre boas lembranças, certo? Mas isso pras mulheres se torna bem difícil, especialmente porque nessa época muitos homens creem que porque nosso corpo está em uma festa pública ele se torna um objeto público. E isso é absurdo! 12647316_444930802379207_6577627336997539364_n
Nenhuma mulher deseja ter seu braço ou cabelos puxados, nenhuma de nós deseja ganhar apelidos que exponham nossos corpos, também não queremos ter que justificar o por quê do nosso não e menos ainda sofrermos agressão por nos negarmos a algo. Não queremos isso no carnaval, nem em época nenhuma!
Vamos combinar umas coisas que vão valer pro ano todo?
Puxar o cabelo é errado sim!
Puxar o braço é errado sim!
Exigir um por quê pro não dela é errado sim!
Xingar a mina porque ela disse não ou pela forma como está vestida é errado sim!
Tentar “participar” ou ficar assistindo/aplaudindo meninas se beijando é errado sim!
Achar que porque ela não tem condições de dizer “não”, ela está te dizendo “sim” é errado sim!
12647509_444930975712523_1611849946579527724_nMulheres, caso passem por qualquer uma dessas situações, denunciem! Vocês podem e estão cobertas de razão ao se posicionarem contra essas atitudes. Não é pedir demais exigir uma festa em que se sintam seguras! Quando colocamos nosso corpo na folia, não estamos colocando ele a disposição de todo e qualquer homem. Não importa com quantas pessoas você tenha estado, se um cara te força a fazer qualquer coisa que você não queira ou se ele não para quando você pede o errado é ele! Não existe um tempo limite para dizer não, não importa até onde você tenha ido, você sempre pode pedir pra parar e deve ter seu pedido realizado! A sua roupa não o autoriza a te tocar, o seu sorriso não o autoriza a te forçar um beijo, você estar no carnaval não significa que mereça passar por essas situações (que ninguém merece), a única coisa que o autoriza é o seu “sim” e você não deve ser forçada a dizê-lo.
CURTAM O CARNAVAL E FAÇAM UMA FESTA SEM ASSÉDIO!
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NENHUMA MARIA LÚCIA MAIS!

Mais uma mulher foi estuprada e assassinada em Rio das Ostras. Hoje foi Maria Lúcia, 12670612_444002845805336_5316870602580796672_numa adolescente de 17 anos. Em 2013, foi Gabrielle, uma criança de 2 anos. Não importa a idade, nós mulheres somos as principais vítimas da violência machista. Contrariando as imagens de estuprador que o senso comum conservador reproduz, os agressores das mulheres frequentam os mesmos mercados, as mesmas escolas, as mesmas praias e até as mesmas igrejas que você. O assassino de Maria Lúcia não é um monstro que caiu de uma galáxia distante, mas provavelmente um homem socializado em uma cultura que o ensina que nós mulheres somos objetos; ensina também que devemos obediência e submissão ao gênero masculino; que nascemos para sermos mães e esposas de um homem; e que, como objetos de seu desejo, merecemos inclusive morrer quando não satisfazemos o desejo deles.

Não demorará muito e começaremos a ouvir os comentários vindos dos “cidadãos do bem” culpando Maria Lúcia pela violência que ela sofreu. Isso não é novidade alguma quando se trata de violência contra a mulher! Sempre surge alguém que questiona “mas onde ela estava?”, “por quê tão tarde?”, “ela tava vestida como?” e “ué, mas andando sozinha por essa região? Queria o quê?”.

Bem, o que queremos? Queremos poder andar na rua, só ou acompanhadas, sem termos que temer pelas nossas vidas. Que tempos são estes em que devemos falar de coisas obvias? O que têm feito com as nossas cabeças, que somos capazes de culpabilizar uma mulher, mas somos cegas e estamos anestesiadas para não nos indignarmos contra o homem que a violenta, contra a falta de iluminação pública, de transporte de qualidade, ou de policiamento e campanhas educativas?

A cada três horas uma mulher é estuprada no Brasil, e se considerarmos que esses números representam os casos denunciados pelo telefone 180, chegamos à triste conclusão de que os números reais devem ser bem mais assustadores. Em Rio das Ostras, os casos de estupro denunciados aumentaram aceleradamente nos últimos anos, superando inclusive a proporção desses casos, em termos relativos ao número de habitantes, em cidades como Macaé e Cabo Frio: 52 em 2012; 63 em 2013; 89 em 2014. Em 2015, observa-se uma queda no número de estupros denunciados (com 53 casos), sendo que esta queda é característica de todos os municípios da Região dos Lagos, e ainda assim, Rio das Ostras supera os números de uma cidade populosa como Macaé (que teve 46 casos em 2015).

O estupro e o feminicídio são formas extremas de violência contra a mulher, mas são também a triste continuidade de outras inúmeras formas de violência que se manifestam no cotidiano das mulheres da cidade, muitas vezes são violências tão frequentes que já nem as percebemos mais. Dados divulgados na III Conferência Municipal de Políticas Públicas para Mulheres de Rio das Ostras mostram que todas as formas de violência contra a mulher vem crescendo, pelo menos nos últimos 3 anos. Os agressores são parceiros, namorados, pais ou até desconhecidos que se sentem no poder e no direito de dispor do corpo da mulher, como se ela fosse um objeto.

Ontem foi Gabrielle, hoje foi Maria Lúcia. O Movimento Chega de Estupros em Rio das Ostras grita bem forte: Nem uma mulher a menos. Nenhuma mais!

Junte-se a nós!

Converse com as suas amigas, debata com a sua mãe, convide às suas vizinhas. Se organize e denuncie qualquer forma de violência contra a mulher. Ensine aos seus filhos a respeitar às mulheres. E se você for um homem que se revolta contra o assassinato de Maria Lúcia, seja capaz de enfrentar qualquer forma de violência e humilhação contra as mulheres, seja na mesa de bar, no trabalho, em casa, ou na rua. Não seja também um triste reflexo da cultura machista que educou aquele que tirou a vida de Maria Lúcia.

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GABRIELY PRESENTE! CHEGA DE ESTUPROS EM RIO DAS OSTRAS!!!

GABRIELY

 Nós do Movimento Chega de Estupros em Rio das Ostras, que conta com a participação ativa da comunidade acadêmica da UFF – Rio das Ostras, temos nos organizado desde fevereiro deste ano para denunciar o número crescente de estupros na cidade e cobrar das autoridades públicas medidas efetivas que coíbam este tipo de crime bárbaro. Infelizmente, a menina Gabriely foi mais uma vítima indefesa.
Estamos indignados e revoltados com tamanha barbárie e não podemos nos omitir, calar ou deixar que este crime seja mais um a cair no esquecimento. O número de estupros contra mulheres, crianças e adolescentes nesta cidade é assustador, dados sistematizados pelo Movimento em Dossiê entregue à autoridades municipais e estaduais no dia de Audiência Pública realizada na Câmara Municipal de Rio das Ostras, organizada pela deputada Inês Pandeló, demonstram que deve-se tomar medidas URGENTES e efetivas para que esta cidade possa oferecer o mínimo de segurança aos seus moradores, em especial crianças e adolescentes.
Os moradores, especialmente as crianças e adolescentes moradores do Ancora, bairro da menina Gabriely, e de outros bairros periféricos da cidade, precisam de segurança, mas também de saúde, educação, saneamento básico, precisam de condições dignas para viver. Não nos calemos diante deste crime.
Dia 25 de julho, as 13h, realizaremos um ato na creche onde estudava a Gabriely, no Ancora. Daremos um abraço simbólico, como forma de demonstrar nossa solidariedade a família desta menina, aos professores, as crianças que com ela estudavam e como forma de demonstrar que esta luta é de todos nós. Logo após o abraço à escola sairemos em caminhada até a prefeitura de Rio das Ostras onde entregaremos documentos ao Prefeito da cidade cobrando medidas efetivas para solucionar este crime, bem como, cobrando a efetivação das propostas assumidas por ele e demais autoridades presentes na Audiência pública que debateu os casos de estupros em Rio das Ostras. Vamos transformar nossa indignação em Luta – Divulguem e Participem do Ato! Teremos transporte saindo do PURO às 12h30. Esta Luta é de todos nós!!!

Movimento Chega de Estupros em Rio das Ostras

PARTICIPEM E DIVULGUEM! Transformando a barbárie, a dor e o espanto em energia para a luta! CHEGA DE ESTUPROS EM RIO DAS OSTRAS!!!

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Cartaz mce reuniao julho

Como alguns sabem, um grupo de moradores de Rio das Ostras vem organizando o movimento Chega de estupros em Rio das Ostras. Temos conseguido organizar algumas mobilizações publicas, negociações com autoridades, alguns acordos (que lutamos para que não se transforme em apenas promessas). Mas tudo isto tem sido insuficiente, haja vista a barbárie que aconteceu na cidade com uma criança de 2 anos que ficou desaparecida por alguns dias (sequestrada enquanto os pais dormiam) e encontrada morta e estuprada perto da sua casa no bairro Ancora.
O Movimento Chega de Estupros em Rio das Ostras já tinha uma reunião marcada para amanha, as 17:30h, no auditório do PURO, para avaliar o Movimento e pensar novas estratégias de luta. Após o acontecido com esta criança, esta reunião (e tudo que já temos feito), se mostrou ainda mais necessária. Um dos pontos de pauta é pensar uma forma de não nos calarmos diante desta brutal violência (infelizmente, quase cotidiana na cidade). Algumas propostas tem surgido em “conversas”, mas é fundamental que as propostas sejam construídas coletivamente. E precisamos também de força para colocarmos em prática o que planejarmos na reunião amanhã.
Gostaria de solicitar a participação de vocês para juntos transformarmos a barbárie, a dor e o espanto em energia para a luta. As reuniões de planejamento e avaliação do Movimento tem ocorrido de 17:30 até as 19h no máximo, e os professores tem estimulado a participação dos alunos.